O mercado tecnológico está mudando mais rápido do que os modelos de provisão conseguem se adaptar. As organizações já não buscam simplesmente recursos técnicos: buscam confiança, articulação tecnológica e compreensão profunda do negócio. Segundo o relatório EY Tech Horizon 2025, a prioridade para os tomadores de decisão já não é apenas encontrar talento, mas encontrar parceiros que entendam a complexidade de combinar tecnologias emergentes com a realidade operacional de cada indústria.
Os modelos que estão ficando para trás
Staff augmentation
O modelo de staff augmentation foi desenhado para resolver um problema simples: falta de mãos. Quando uma organização precisava de mais desenvolvedores, contratava perfis por hora através de um provedor. O modelo funciona quando a necessidade é puramente de volume e o conhecimento de domínio já existe internamente. Mas quando o desafio é implementar inteligência artificial, blockchain ou arquiteturas de cibersegurança avançada, adicionar pessoas que não entendem nem a tecnologia nem o negócio não resolve nada. Na verdade, geralmente adiciona complexidade sem adicionar valor.
Outsourcing massivo
As fábricas de software offshore massivas prosperaram oferecendo volume a baixo custo. Equipes grandes, tarifas competitivas e entrega padronizada. Mas a padronização é justamente o que falha quando os projetos requerem inovação tecnológica real. Uma equipe de 50 desenvolvedores genéricos não pode substituir 10 especialistas que entendem como desenhar uma arquitetura de agentes de IA, implementar identidade descentralizada ou auditar smart contracts. O outsourcing massivo otimiza custos; as organizações hoje precisam otimizar resultados.
Consultorias de diagnóstico
As grandes consultorias contribuem com frameworks estratégicos e diagnósticos de alto nível. No entanto, muitas param na recomendação. Entregam um relatório de 200 páginas sobre por que a organização precisa adotar IA, mas não constroem a solução. O gap entre o diagnóstico estratégico e a execução técnica é onde se perdem a maioria dos projetos de transformação. As organizações estão cansadas de pagar por recomendações que ninguém implementa.
Software factory tradicional
A software factory clássica recebe requisitos, estima, desenvolve e entrega. É um modelo linear e previsível que funciona bem para projetos com escopo definido e tecnologia conhecida. Mas os projetos de tecnologia emergente raramente têm essas características. Os requisitos evoluem à medida que a organização aprende. A tecnologia muda durante o desenvolvimento. O valor é descoberto na iteração, não na especificação inicial. Uma software factory que não consegue iterar, aprender e co-criar com o cliente se torna obsoleta frente às demandas atuais.
O que as organizações realmente querem
Velocidade como padrão
As organizações já não toleram ciclos de desenvolvimento de 12 ou 18 meses para chegar a um MVP. Precisam validar ideias em semanas, não em trimestres. Isso requer equipes que combinem experiência técnica com capacidade de prototipagem rápida e uma cultura de iteração que não espere ter tudo perfeito para colocar algo em produção.
Segurança e compliance como elementos estruturais
A segurança deixou de ser um checkbox no final do projeto. Em indústrias reguladas -- fintech, saúde, energia, governo -- o compliance é um requisito de design, não um add-on. As organizações precisam de provedores que pensem em segurança desde a primeira linha de código e que tenham certificações que respaldem isso, não apenas boas intenções.
Conhecimento profundo do negócio
Um provedor que não entende a regulação financeira não pode construir uma solução fintech robusta. Um que não conhece as dinâmicas do setor energético não pode desenhar uma plataforma de gestão de renováveis. O conhecimento de domínio deixou de ser um nice-to-have: é a diferença entre um projeto que funciona tecnicamente e um que gera valor de negócio real.
Co-inovação
As organizações não querem provedores que apenas executem. Querem parceiros que tragam ideias, desafiem premissas e proponham abordagens que a equipe interna não teria considerado. A co-inovação requer um nível de confiança e expertise que só se constrói com provedores que entendem tanto a tecnologia quanto o contexto de negócio.
Diferenciação em ESG e GenAI
Os compromissos ambientais, sociais e de governança deixaram de ser aspiracionais. São critérios de seleção de provedores. Da mesma forma, a capacidade de integrar IA generativa de maneira responsável e efetiva é um diferenciador real. As organizações buscam provedores que possam demonstrar track record em ambas as dimensões, não apenas falar delas em uma apresentação comercial.
O modelo Xcapit: uma alternativa desenhada para o novo contexto
A Xcapit não se encaixa em nenhum dos modelos tradicionais porque foi desenhada para operar na interseção onde esses modelos falham. Nossa abordagem combina cinco elementos que respondem diretamente ao que o mercado demanda.
- Produtos replicáveis + desenvolvimento custom: Temos produtos próprios comprovados em produção -- como nossa wallet implantada com a UNICEF em mais de 160 países -- que aceleram o tempo de entrega. Mas também desenhamos soluções 100% custom quando o problema exige. Essa combinação nos permite mover rápido sem sacrificar especificidade.
- Segurança ISO desde o design: Não adicionamos segurança no final. Somos uma empresa certificada ISO 27001, e nossos processos de desenvolvimento integram segurança e compliance desde a arquitetura inicial. Para nossos clientes em fintech, energia e governo, isso não é opcional: é a base sobre a qual construímos.
- Laboratório de inovação: Xcapit Labs é nosso espaço de prototipagem rápida e validação. Aqui testamos combinações de tecnologias emergentes -- IA com blockchain, identidade digital com tokenização, agentes autônomos com smart contracts -- antes de propô-las a um cliente. Quando chegamos com uma solução, ela já foi validada em um ambiente controlado.
- Talento especializado: Mais de 45 especialistas com expertise real em IA, blockchain, cibersegurança e desenvolvimento custom. Não são perfis genéricos revendidos: são profissionais que construíram produtos em produção para organizações como UNICEF, BID, EPEC, NaranjaX e Banco Industrial.
- Visão cross-industry: Ter trabalhado em fintech, energia, governo, setor social e banca nos dá uma perspectiva que provedores especializados em uma única vertical não têm. Podemos transferir aprendizados de um setor para outro, identificar padrões e evitar erros que já vimos em outro contexto.
Casos que demonstram o modelo
A UNICEF nos escolheu para construir uma wallet Web3 de autocustódia que alcançou milhões de usuários em países em desenvolvimento. O BID confiou em nós para explorar tokenização de ativos do mundo real. A EPEC, a maior distribuidora elétrica de Córdoba, nos selecionou para gerenciar dados de energias renováveis. NaranjaX e Banco Industrial trabalharam conosco em soluções de scoring de crédito e análise de dados. Em cada caso, o modelo que entregamos não foi staff augmentation, nem outsourcing, nem consultoria: foi parceria estratégica com execução técnica de primeiro nível.
Se sua organização sente que seu provedor tecnológico atual não está à altura dos desafios que enfrenta, provavelmente o problema não são as pessoas, mas o modelo. Na Xcapit desenhamos uma abordagem que responde às demandas reais do mercado atual. Saiba como trabalhamos ou entre em contato para explorar como podemos ajudar.
Fernando Boiero
CTO & Co-Fundador
Mais de 20 anos na indústria de tecnologia. Fundador e diretor do Blockchain Lab, professor universitário e PMP certificado. Especialista e líder de pensamento em cibersegurança, blockchain e inteligência artificial.
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