Skip to main content
Xcapit
Blog
·4 min de leitura·Fernando BoieroFernando Boiero·CTO & Co-Fundador

Os cinco passos que definirão o futuro dos provedores tecnológicos

strategyenterpriseguide

O mercado de provisão tecnológica está em um ponto de inflexão. Os provedores que continuarem operando com os modelos do passado -- vender horas, prometer capacidade genérica e competir por preço -- vão se tornar irrelevantes nos próximos anos. Os que sobreviverem e prosperarem serão os que derem cinco passos estratégicos que redefinem completamente a relação com seus clientes e sua posição no mercado.

Os cinco passos estratégicos que definirão o futuro dos provedores tecnológicos
Cinco movimentos que separam os provedores relevantes dos obsoletos

Passo 1: Definir-se por resultados de negócio

O primeiro e mais transformador passo: deixar de se vender por capacidades técnicas e começar a se definir pelos resultados de negócio que gera. Ninguém contrata um provedor de IA porque quer IA. Contrata porque quer reduzir custos operacionais, aumentar receitas, melhorar a experiência do cliente ou tomar melhores decisões. O provedor que entende isso estrutura toda sua proposta de valor ao redor de outcomes, não de outputs.

Isso implica mudanças profundas em como se apresentam as propostas, como se estruturam os contratos e como se mede o sucesso. Em vez de 'entregamos um modelo de machine learning em 12 semanas', a conversa passa a ser 'reduzimos sua taxa de fraude em 30% em 6 meses'. Em vez de faturar por hora, exploram-se modelos onde o provedor compartilha o risco e a recompensa do resultado.

Na Xcapit nos definimos por resultados desde o dia um. Não dizemos a um cliente que construímos uma wallet Web3: mostramos que com a UNICEF chegamos a milhões de usuários em mais de 160 países e habilitamos transferências humanitárias em contextos onde o sistema financeiro tradicional não opera. O produto é o meio; o resultado é o que importa.

Passo 2: Ampliar o range de stakeholders

Historicamente, os provedores tecnológicos falavam com o CIO ou o diretor de TI. O segundo passo é ampliar essa conversa para um range muito mais amplo de stakeholders: o CFO que precisa entender o ROI, o COO que precisa ver o impacto operacional, o Chief Risk Officer que precisa avaliar os riscos, o Board que precisa entender as implicações estratégicas.

As decisões de investimento em tecnologia emergente já não são tomadas apenas no departamento de TI. Envolvem finanças, operações, compliance, jurídico e muitas vezes a alta direção. Um provedor que só sabe falar em jargão técnico perde acesso aos verdadeiros tomadores de decisão. Saber traduzir possibilidades tecnológicas em linguagem de negócio, risco e oportunidade é uma capacidade fundamental.

Na Xcapit nossas conversas começam muito antes do código. Trabalhamos com equipes de negócio, compliance e direção para alinhar a visão tecnológica com os objetivos estratégicos da organização. Isso não é valor agregado: é a forma como desenhamos soluções que realmente são adotadas e geram impacto.

Passo 3: Educar sobre novos modelos e combinações tecnológicas

O terceiro passo é assumir um papel educativo ativo. A maioria das organizações não entende as implicações práticas das combinações tecnológicas que estão emergindo: blockchain com IA para sistemas verificáveis, identidade digital com tokenização para novos modelos de propriedade, agentes autônomos com smart contracts para automação sem intervenção humana.

Um provedor que se limita a executar o que lhe pedem deixa valor na mesa. O que educa seus clientes sobre o que é possível -- com exemplos concretos, não com slides genéricos -- constrói uma relação de confiança e se posiciona como o parceiro natural para implementar essas possibilidades.

Na Xcapit educamos com exemplos reais: mostramos como a combinação de blockchain e IA habilitou wallets autônomas com a UNICEF, como a tokenização de ativos reais está mudando as regras do jogo no BID, como a integração de IA com scoring de crédito transformou as capacidades da NaranjaX. Não falamos do que poderia ser: falamos do que já é.

Passo 4: Priorizar escalabilidade, segurança e sustentabilidade

O quarto passo é fazer da escalabilidade, segurança e sustentabilidade pilares não negociáveis de cada solução. Não como extras adicionados se o orçamento permitir, mas como requisitos de design incorporados desde a primeira decisão de arquitetura.

Escalabilidade significa desenhar para o volume real, não para o demo. Segurança significa certificações verificáveis, não declarações genéricas. Sustentabilidade significa considerar o impacto ambiental, social e de governança de cada solução, não porque está na moda mas porque os clientes exigem como critério de seleção.

Na Xcapit esses três pilares estão integrados em nossa operação diária. Desenhamos para escala porque operamos produtos que servem milhões de usuários. Garantimos segurança com nossa certificação ISO 27001 aplicada desde o design. E medimos nosso impacto ESG porque nossos clientes -- da UNICEF a utilities energéticas -- o exigem como condição de trabalho.

Passo 5: Apostar em verticais e ecossistemas

O quinto passo é abandonar a pretensão de ser bom em tudo e se especializar em verticais específicas onde se pode desenvolver expertise profundo. O provedor generalista que promete fazer qualquer coisa compete com milhares de empresas idênticas. O que se especializa em fintech, energia, governo ou social impact constrói um expertise difícil de replicar.

Mas a especialização vertical não significa isolamento. O futuro pertence aos provedores que combinam profundidade vertical com capacidade de orquestrar ecossistemas: parceiros de implementação, plataformas tecnológicas, reguladores, universidades. A criação de valor já não acontece em um único provedor, mas na rede de relações que esse provedor ativa e coordena.

Na Xcapit nossa aposta vertical é clara: fintech, energia, governo e social impact. Em cada uma dessas verticais construímos soluções reais para organizações reais -- UNICEF, BID, EPEC, NaranjaX, Banco Industrial -- e geramos um expertise que nos dá uma vantagem significativa ao entrar em novos projetos. Ao mesmo tempo, orquestramos um ecossistema que inclui alianças universitárias, parceiros de implementação e relações com reguladores que amplifica nossa capacidade de gerar impacto.

Os cinco passos em ação

Esses cinco passos não são uma lista teórica de aspirações. São movimentos concretos que os provedores mais bem-sucedidos do mercado já estão executando. E cada passo se reforça com os demais: definir-se por resultados (passo 1) requer falar com os stakeholders corretos (passo 2), o que é facilitado ao educar sobre as possibilidades (passo 3), que se tornam críveis quando demonstradas com escala, segurança e sustentabilidade (passo 4), e que se aprofundam com expertise vertical e ecossistema (passo 5).

  • Passo 1 (Resultados) + Passo 2 (Stakeholders): Quando você fala de resultados de negócio, o CFO e o COO querem estar na conversa. Quando fala de horas de desenvolvimento, só vem o TI.
  • Passo 3 (Educação) + Passo 4 (Escala/Segurança/ESG): Educar sobre o que é possível só tem credibilidade se você pode demonstrá-lo com implementações que escalam e são seguras.
  • Passo 5 (Verticais/Ecossistema): A especialização vertical dá contexto a tudo acima. Falar de IA em abstrato não é o mesmo que falar de IA aplicada a scoring de crédito em fintech regulada.

Se você está avaliando como posicionar sua organização tecnológica para o futuro, ou se precisa de um provedor que já opera com esses cinco princípios, adoraríamos conversar. Saiba como trabalhamos na Xcapit ou entre em contato para explorar como podemos trabalhar juntos.

Share
Fernando Boiero

Fernando Boiero

CTO & Co-Fundador

Mais de 20 anos na indústria de tecnologia. Fundador e diretor do Blockchain Lab, professor universitário e PMP certificado. Especialista e líder de pensamento em cibersegurança, blockchain e inteligência artificial.

Vamos construir algo incrível

IA, blockchain e software sob medida — pensado para o seu negócio.

Entre em contato

Pronto para construir seu próximo projeto?

Vamos conversar sobre como podemos ajudar.

Artigos Relacionados