Em abril de 2026, no âmbito do UNICEF Venture Fund, Xcapit e Fe y Alegría demonstraram que a ajuda direta pode chegar aos educadores de forma rápida, digna e sem intermediários. 30 docentes em Caracas receberam US$100 USDT cada um em carteiras self-custodial criadas via SMS, resgataram nos supermercados FORUM apenas mostrando sua cédula de identidade e destinaram 94% do benefício a alimentos para suas famílias. Zero problemas técnicos. 100% de taxa de sucesso operacional. 5/5 em satisfação dos beneficiários.
O contexto: uma comunidade educativa com vocação
José Quiroz tem 44 anos e há mais de duas décadas está em sala de aula. É Coordenador de Planejamento e Monitoramento da escola Virginia de Ruiz II, parte da rede Fe y Alegría em Caracas. Também ensina competências digitais e capacita outros docentes em tecnologia educacional. Fe y Alegría é um movimento de educação popular e inclusiva presente em mais de 20 países desde 1955; sua rede de educadores trabalha com convicção em comunidades que mais precisam de acompanhamento.
Foi nesse marco — o do UNICEF Venture Fund e sua aposta em soluções tecnológicas de impacto real — que Xcapit e Fe y Alegría uniram forças para desenhar um piloto com uma pergunta concreta: a tecnologia blockchain pode levar ajuda direta a 30 educadores de forma simples, digna e completamente rastreável? O piloto ocorreu no âmbito do financiamento de crescimento da UNICEF à Xcapit — parte de uma aposta global por infraestrutura digital que chega às populações mais vulneráveis com dignidade e rastreabilidade.
O desafio global: até 30% da ajuda se perde antes de chegar
Estima-se que até 30% do valor da ajuda humanitária global se perca em camadas administrativas, intermediários bancários e custos de transferência antes de chegar ao beneficiário. Isso significa que de cada US$100 que um doador destina a uma causa, somente US$70 chegam a quem precisa. O restante financia processos, comissões e burocracia. Não é maldade — é a arquitetura do sistema. E é exatamente o problema que a UNICEF Ventures escolheu atacar ao apostar na Xcapit.
- 30% — perda média na ajuda tradicional por intermediários bancários e administrativos.
- 3 a 5 dias — tempo típico de um pagamento humanitário transfronteiriço tradicional.
- 37% — parcela de adultos no mundo sem acesso bancário formal.
- 2,9 bilhões — pessoas sem acesso confiável à internet.
O problema não é a falta de recursos nem de vontade. O problema era que faltava a infraestrutura para distribuí-los com dignidade, velocidade e rastreabilidade. Foi isso que construímos — e foi isso que este piloto demonstrou que funciona.
A solução: quatro passos, zero atrito
O desenho do piloto foi intencionalmente simples. Não queríamos testar uma tecnologia. Queríamos provar que a tecnologia pode se tornar invisível para quem a usa — e que o que fica é simplesmente a ajuda, chegando com dignidade.
- 01 · Financiamento em stablecoins — A Xcapit financiou US$3.000 USDT para os 30 beneficiários. As stablecoins garantem que o valor chegue íntegro, estável e rastreável da origem ao bolso de quem precisa.
- 02 · Carteira self-custodial via SMS — Cada beneficiário recebeu dois SMS: um confirmando a criação da sua carteira digital, outro confirmando o depósito de US$100 USDT. Sem app, sem smartphone obrigatório, sem conta bancária prévia.
- 03 · Resgate nos supermercados FORUM — Os docentes foram às lojas FORUM com sua cédula de identidade. O pagamento levou segundos. Como disse um deles: "bastou mostrar meu documento".
- 04 · Impacto real no lar — Alimentos básicos, proteínas, produtos de higiene, laticínios. Necessidades essenciais que, cobertas, liberaram o dinheiro que tinham reservado e o direcionaram a outras necessidades adiadas.
Custo por transação na infraestrutura Xcapit: US$0,01 — frente a até 30% em sistemas tradicionais.
Os resultados: 94% usou a ajuda em alimentos. E o impacto mais profundo não se mede em números.
Ao analisar as respostas do formulário de feedback da Fe y Alegría, o padrão ficou claro: a ajuda foi exatamente para onde mais era necessária. Os educadores priorizaram o bem-estar de suas famílias — e ao fazê-lo, liberaram também capacidade de escolha no resto do orçamento. Mas os números não capturam o mais importante. O que os docentes descreveram não foi apenas alívio econômico — foi dignidade. Foi a possibilidade de comprar um par de sapatos porque a alimentação já estava coberta.
- 30 educadores beneficiários · 100% de taxa de sucesso operacional.
- US$3.000 USDT distribuídos · 94% gasto em alimentos para a família.
- 63% completaram a operação em uma única visita ao supermercado.
- 0 problemas técnicos reportados durante todo o piloto.
- Idade média dos beneficiários: 45 anos · 5/5 em avaliação de experiência · 100% sem assistência técnica.
"Caminhando pelos corredores do FORUM, vi a alegria no rosto de meus colegas. Muitos puderam economizar o dinheiro que tinham reservado para a comida e finalmente comprar outra coisa — um par de sapatos, algo para si mesmos." — José Quiroz, Coordenador de Planejamento, Escola Virginia de Ruiz II, Fe y Alegría.
O que disseram os beneficiários
- "Receber esse benefício foi um alívio real para meu lar. Me ajuda a administrar o orçamento familiar com mais tranquilidade e assegurar uma boa alimentação." — Yanny Núñez, docente.
- "Permitiu cobrir as despesas diárias com comida sem sacrificar a qualidade de uma dieta equilibrada." — Luis Reyes, docente.
- "O processo foi rápido, fácil e simples — algo que importa quando as pessoas estão ocupadas com as tarefas do dia a dia." — Brito Eliur, docente.
- "Como docente, é profundamente gratificante ter esse tipo de incentivo. Bem-vindo — graças a Deus e a vocês." — Reimunda Reyes, docente.
O efeito multiplicador da ajuda direta em alimentos é real e documentado: quando a necessidade primária é coberta, libera-se capacidade de decisão no resto do orçamento familiar. Cada US$100 USDT entregue gerou mais de US$100 de flexibilidade real no lar.
As conclusões: o que este piloto provou — e por que importa além do piloto
Este não foi apenas um piloto bem-sucedido. Foi uma prova de conceito validada pela UNICEF Ventures para um modelo que pode ser replicado em qualquer contexto em que a infraestrutura financeira tradicional não chega com a velocidade e a dignidade que as pessoas merecem. Provamos que a blockchain pode ser completamente invisível para o usuário — e ao mesmo tempo ser a infraestrutura mais eficiente e rastreável disponível. Provamos que uma educadora com décadas de serviço pode receber e usar ajuda digital sem nenhuma capacitação técnica. Provamos que "bastou mostrar meu documento" é o padrão que qualquer sistema de ajuda direta deveria ter.
O próximo passo é escalar. Mais escolas da rede Fe y Alegría, métricas de bem-estar nutricional e financeiro de longo prazo, uma rede de comércios mais ampla para diversificar as opções de resgate. E seguir provando, piloto a piloto, que existe uma forma melhor de levar dignidade a quem mais precisa.
No âmbito do UNICEF Venture Fund, seguimos expandindo o Shelter para novas comunidades. Trabalhamos com governos, fundações e ONGs para implementar infraestrutura de ajuda direta baseada em blockchain. Integração técnica estimada: 2 semanas. Se sua organização quer levar este modelo para sua comunidade, explore mais sobre o Shelter em nossa página de caso de estudo ou entre em contato diretamente.
Santiago Villarruel
Product Manager
Engenheiro industrial com mais de 10 anos de experiência em desenvolvimento de produtos digitais e Web3. Combina expertise técnica com liderança visionária para entregar soluções de software com impacto.
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Tokenização, smart contracts, DeFi — já implementamos tudo isso.
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